Os bons resultados da bolsa de valores em 2007 mudaram o perfil do investidor de previdência privada, que deixou o conservadorismo de lado e passou a investir em planos mais agressivos que podem alocar até 49% da carteira em renda variável.
Conforme Marco Antônio Rossi, um dos vice-presidentes da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), "2007 foi um ano extremamente favorável para a renda variável". O crescimento ficou em torno de 40% para a categoria, que fechou ano passado representando algo em torno de 7% do geral.
Estes produtos têm um histórico de rentabilidade superior aos de renda fixa, mas quanto maior for a alocação em renda variável, maior poderá ser a oscilação, positiva ou negativamente.
Mas como agir em tempos de instabilidade?
Objetivos devem ser analisados
De acordo com o diretor da Assistants, consultoria atuarial, e ex-presidente da Abrapp (Associação Brasileira dos Fundos de Pensão Fechados), Paulo Mente, como o investimento em previdência privada é, historicamente, um investimento de longo prazo, o investidor não deve se preocupar com as perdas no mercado de ações.
"No entanto, apesar de ser um investimento de longo prazo, muitos investidores têm objetivos de curto ou médio prazo. Nestes casos, é necessário ficar atento ao mercado e avaliar a hora de realizar lucros", aconselhou.
Limites
Existe uma discussão para aumentar o limite de alocação em renda variável dos fundos de previdência privada, que atualmente permite até 49%.
Segundo Paulo Mente, essa mudança vai aumentar ainda mais o risco para o investidor. No entanto, sobe também a possibilidade de ganhos.
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